Rótulos me parecem cada vez mais precários. Às vezes mais confundem do que esclarecem. Mas eventualmente são indispensáveis para que as coisas tomem forma, destacando-se da complexa realidade e do nebuloso pensamento nosso. A maior parte dos textos deste livro podem-se chamar de crônicas. Muitos foram publicados em jornal, outros são avulsos que saíram não lembro bem quando nem onde, ou apenas salvei no computador. Vários escrevi especialmente para este livro. Romances, ensaios, poemas e textos breves são o meu jeito de rondar algo que me assusta ou seduz. São os meus temas, alguns dos temas humanos: tramas e dramas existenciais, o sentido o valor da vida, o banal e o misterioso. A sentença que lançamos sobre nós mesmos, em nossas escolhas ou silêncios. Escrevo sobre isolamento e ternura, a perturbadora ambivalência nossa, frivolidade e covardia, às vezes a graça e o riso. Aqui e ali, a noite escura. Não inventei ao dizer que meu leitor é cada vez mais a síntese dos amigos imaginários que me fizeram companhia na infância das minhas perplexidades. Então, venha comigo. Lya Luft - Pensar é Transgredir

De vez em quando, eu penso em todas as vezes que você me ferrou, mas me fez acreditar que era sempre algo que eu tinha feito. Mas, eu não quero viver desse jeito, lendo cada palavra que você diz.... Você disse que poderia deixar isso passar e eu não te pegaria preso em alguém que você conheceu! Mas, você não precisava me cortar, fingir como se nada tivesse acontecido e que não éramos nada! E eu nem sequer preciso do seu amor, mas, você me trata como um estranho e isso é tão rude! Não, você não precisava se rebaixar tanto, mandar seus amigos pegarem seus discos e depois mudar o seu número... Embora eu ache que eu não preciso disso, agora você é apenas alguém que eu conheci.

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