Agora é hora de ir embora, vai chorar, vacilona! Vai chorar, vacilona! Mas, não, não adianta só chorar, gata você perdeu! Vai, se mata 'carai', não, mas pelo menos sai, porque eu não quero e não espero ver quem deu o mio. É você? Desvio! Prefiro ficar no frio mil vezes a buscar prazeres no seu corpo vazio, viu?! A história não continua, meu nome agora tá na rua, da sua vida ele sumiu! Lembra de quando tava te procurando, ficava te ligando, escutava chamando, você andava me tirando para as outras amigas passando? Agora, arranja briga só porque a fila tá andando, minas se aproximando, minhas rimas escutando, pra cima levantando as mãos, no show tão colando... E você me perguntando com que eu tô gastando meu tempo, vai, dá um tempo, que agora não tá sobrando!
http://www.youtube.com/watch?v=7TbretqQH9whttp://www.youtube.com/watch?v=7TbretqQH9w
Rótulos me parecem cada vez mais precários. Às vezes mais confundem do que esclarecem. Mas eventualmente são indispensáveis para que as coisas tomem forma, destacando-se da complexa realidade e do nebuloso pensamento nosso. A maior parte dos textos deste livro podem-se chamar de crônicas. Muitos foram publicados em jornal, outros são avulsos que saíram não lembro bem quando nem onde, ou apenas salvei no computador. Vários escrevi especialmente para este livro. Romances, ensaios, poemas e textos breves são o meu jeito de rondar algo que me assusta ou seduz. São os meus temas, alguns dos temas humanos: tramas e dramas existenciais, o sentido o valor da vida, o banal e o misterioso. A sentença que lançamos sobre nós mesmos, em nossas escolhas ou silêncios. Escrevo sobre isolamento e ternura, a perturbadora ambivalência nossa, frivolidade e covardia, às vezes a graça e o riso. Aqui e ali, a noite escura. Não inventei ao dizer que meu leitor é cada vez mais a síntese dos amigos imaginários que me fizeram companhia na infância das minhas perplexidades. Então, venha comigo. Lya Luft - Pensar é Transgredir
Nenhum comentário:
Postar um comentário