Rótulos me parecem cada vez mais precários. Às vezes mais confundem do que esclarecem. Mas eventualmente são indispensáveis para que as coisas tomem forma, destacando-se da complexa realidade e do nebuloso pensamento nosso. A maior parte dos textos deste livro podem-se chamar de crônicas. Muitos foram publicados em jornal, outros são avulsos que saíram não lembro bem quando nem onde, ou apenas salvei no computador. Vários escrevi especialmente para este livro. Romances, ensaios, poemas e textos breves são o meu jeito de rondar algo que me assusta ou seduz. São os meus temas, alguns dos temas humanos: tramas e dramas existenciais, o sentido o valor da vida, o banal e o misterioso. A sentença que lançamos sobre nós mesmos, em nossas escolhas ou silêncios. Escrevo sobre isolamento e ternura, a perturbadora ambivalência nossa, frivolidade e covardia, às vezes a graça e o riso. Aqui e ali, a noite escura. Não inventei ao dizer que meu leitor é cada vez mais a síntese dos amigos imaginários que me fizeram companhia na infância das minhas perplexidades. Então, venha comigo. Lya Luft - Pensar é Transgredir
Quando a canção se fez mais clara e mais sentida, quando a poesia realmente fez folia em minha vida, você veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa.. Mas não tem revolta não, só quero que você se encontre. Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio, a esperança é um dom que eu tenho em mim, eu tenho sim. Não tem desespero não, você me ensinou milhões de coisas, tenho um sonho em minhas mãos, amanhã será um novo dia, certamente eu vou ser mais feliz. (Caetano Veloso)





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