Rótulos me parecem cada vez mais precários. Às vezes mais confundem do que esclarecem. Mas eventualmente são indispensáveis para que as coisas tomem forma, destacando-se da complexa realidade e do nebuloso pensamento nosso. A maior parte dos textos deste livro podem-se chamar de crônicas. Muitos foram publicados em jornal, outros são avulsos que saíram não lembro bem quando nem onde, ou apenas salvei no computador. Vários escrevi especialmente para este livro. Romances, ensaios, poemas e textos breves são o meu jeito de rondar algo que me assusta ou seduz. São os meus temas, alguns dos temas humanos: tramas e dramas existenciais, o sentido o valor da vida, o banal e o misterioso. A sentença que lançamos sobre nós mesmos, em nossas escolhas ou silêncios. Escrevo sobre isolamento e ternura, a perturbadora ambivalência nossa, frivolidade e covardia, às vezes a graça e o riso. Aqui e ali, a noite escura. Não inventei ao dizer que meu leitor é cada vez mais a síntese dos amigos imaginários que me fizeram companhia na infância das minhas perplexidades. Então, venha comigo. Lya Luft - Pensar é Transgredir
Faça isso, faça aquilo, perca peso, tenha estilo, compre esse, prove aquele, siga a moda, vote nele. Não ponha palavras na minha cabeça, pare de falar antes que eu enlouqueça, não quero dar explicações, não vou mudar, não importa o que aconteça. A VIDA É MINHA, EU FAÇO O QUE EU QUISER! Cante essa, tenha medo, fume outro, acorde cedo, tenha modos, fique mudo, ame o mesmo, odeie tudo. Querem que eu cale e obedeça, e depois de tudo ainda agradeça, ser só alguém dizendo "sim", não vou mudar, não importa o que aconteça. A VIDA É MINHA, EU FAÇO O QUE EU QUISER! (Capital Inicial)



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