Eu estou tão feliz porque hoje eu encontrei meus amigos, eles estão na minha mente. Eu sou tão feio, mas tudo bem, você também é, quebramos nossos espelhos. Manhã de domingo é como todos os dias, e eu não estou com medo. Acendo minhas velas, com deslumbre, pois encontrei Deus. Eu estou tão só, mas tudo bem, eu raspei minha cabeça e não estou triste. E apenas talvez, eu deva ser culpado por tudo que ouvi, mas eu não tenho certeza. Eu estou tão excitado. Eu não posso esperar para te encontrar lá , mas eu não me preocupo, eu estou tão entusiasmado, mas está tudo bem, minha vida é boa. (Nirvana)
Rótulos me parecem cada vez mais precários. Às vezes mais confundem do que esclarecem. Mas eventualmente são indispensáveis para que as coisas tomem forma, destacando-se da complexa realidade e do nebuloso pensamento nosso. A maior parte dos textos deste livro podem-se chamar de crônicas. Muitos foram publicados em jornal, outros são avulsos que saíram não lembro bem quando nem onde, ou apenas salvei no computador. Vários escrevi especialmente para este livro. Romances, ensaios, poemas e textos breves são o meu jeito de rondar algo que me assusta ou seduz. São os meus temas, alguns dos temas humanos: tramas e dramas existenciais, o sentido o valor da vida, o banal e o misterioso. A sentença que lançamos sobre nós mesmos, em nossas escolhas ou silêncios. Escrevo sobre isolamento e ternura, a perturbadora ambivalência nossa, frivolidade e covardia, às vezes a graça e o riso. Aqui e ali, a noite escura. Não inventei ao dizer que meu leitor é cada vez mais a síntese dos amigos imaginários que me fizeram companhia na infância das minhas perplexidades. Então, venha comigo. Lya Luft - Pensar é Transgredir

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